Política Denúncias Graves
Secretários de Colatina denunciados no Ministério Público serão chamados a dar explicação na Câmara de Vereadores
Denúncias são anônimas e feitas de forma on-line no MP-ES
27/05/2025 13h11 Atualizada há 3 meses
Por: Redação
Foto Assessoria - Vereador Claudinei Costa vai chamar secretário a a darem explicações ao povo por supostas práticas irregulares ou criminosas

Após uma série de denúncias contra secretários municipais de Colatina protocoladas no Ministério Público Estadual (MP-ES), o vereador Claudinei Costa (PSB) vai convidar os auxiliares do prefeito a dar explicações à população.

Claudinei Costa não detalhou o dia nem o horário da convocação, além de não anunciar quais secretários serão chamados.

O parlamentar usou a tribuna da Câmara Municipal para cobrar investigação sobre as denúncias que rodam a cidade pelas redes sociais.

"São denúncias graves que precisam ser apuradas com rigor", disse em plenário durante sessão ordinária.

De acordo com o Artigo 31, Parágrafo XIV, alínea C, do Regimento Interno da Câmara de Vereadores de Colatina, cabe ao presidente:

"Solicitar ao Prefeito as informações pretendidas pelo Plenário e convidá-lo ou convocá-lo a comparecer ou fazer que compareçam à Câmara os seus auxiliares, para explicações, quando haja convocação de Edilidade em forma regular".

Nossa equipe de reportagem tenta contato com o presidente da Câmara de Vereadores, Felipe Tedinha.

Foto Alexandre Damazio- Presidente da Câmara de Vereadores de Colatina, Felipe Tedinha 

Denúncias

Entre as  denúncias de maior relevância está o inquérito já instaurado contra o secretário de Agricultura de Colatina, acusado de assédio sexual contra uma servidora comissionada.

O secretário nega as acusações e diz que a vítima "tem histórico de problemas". 

A extensa denúncia fala ainda em improbidade, contratação de empresa sem licitação, participação societária de secretário em empresa com contrato com órgão público e contração sem licitação.

O uso excessivo de atas de compras também é citado na denúncia. A medida não é ilegal, mas possibilita a compra de materiais, como uniforme escolares, em outros estados, diminuindo a competitividade de empresas locais.