Política Sem Prestígio
Renzo isola Colatina e vai a Brasília com pires na mão
Prefeito foi pedir ajuda à bancada federal que, em sua maioria, apoia o governador Renato Casagrande (PSB)
29/05/2025 08h03 Atualizada há 3 meses
Por: Redação
Foto Alexandre Damazio - Governador Casagrande e Renzo Vasconcelos não mantém boa relação, penalizando Colatina

Após cinco meses da posse do prefeito Renzo Vasconcelos (PSD) na prefeitura de Colatina, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), ainda não pisou na cidade.

O isolamento político no qual o prefeito mergulhou o município penaliza o desenvolvimento de Colatina e atrasa a chegada de obras importantes para a região.

Vale lembrar que decisões atabalhoadas da gestão de Renzo Vasconcelos também ajudaram a afastar os interlocutores e levantaram dúvidas sobre a capacidade administrativa do novo prefeito.

Entre elas, vale destacar o anúncio da mudança do local de instalação do novo Hospital Silvio Ávidos de forma unilateral.

Renzo Vasconcelos teve que voltar atrás e foi obrigado a manter as obras no terreno pactuado pelo governo do Estado quando o prefeito ainda era Guerino Balestrassi. Uma derrota gritante para o grupo de Renzo.

À boca miúda, especula-se que Renzo teria prometido o terreno do hospital para empresários amigos, com facilidades garantidas pela prefeitura.

Em outra frente, para tentar frear o ímpeto do prefeito-diretor-universitário, o governador Renato Casagrande nomeou Guerino Balestrassi como super-secretário de Estado.

Derrotado por Renzo Vasconcelos, Guerino agora comanda a Secretaria do Rio Doce, que conta  com amplos recursos financeiros e visibilidade nacional.

Guerino Balestrassi já visitou quase todos os municípios do Norte e Noroeste do Espírito Santo. Só não pisou institucionalmente, ainda, em Colatina, sua cidade natal.

Afastado até mesmo de seu escudeiro nas eleições, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), Renzo foi a Brasília com o pires na mão pedir dinheiro à bancada federal capixaba.

Foto Alexandre Damazio - Prefeito Renzo e Meneguelli mal se falam

Na foto publicada em suas redes sociais, Renzo aparece com o deputado federal Da Vitória (PP), também de Colatina.

O problema é que Da Vitória anunciou apoio incondicional ao governador Renato Casagrande nesta semana, ampliando o isolamento de Renzo Vasconcelos no Estado.

Dos 78 municípios capixabas, apenas Vitória e Colatina não apoiam o governo estadual.

Sobre Meneguelli, Renzo se vê ainda mais enrolado. Isso porque faz parte do acordo de eleição de Renzo em Colatina a concessão de espaço no PSD para que Meneguelli dispute uma vaga ao Senado.

Com a proximidade de Renzo Vasconcelos, Erick Musso (Republicanos) e do ex-governador Paulo Hartung (PSD), dificilmente Meneguelli vai contar com o palanque e legenda para o Senado.

Gilberto Kassab, Paulo Hartung, Antônio Brito, Renzo Vasconcelos e Erick Musso. Foto: Eduardo Mattos/Scriptum/PSD

Vale lembrar que foi Erick Musso quem colocou o pé na porta e impediu a candidatura de Meneguelli ao Senado em 2022, quando o ex-prefeito de Colatina foi obrigado a disputar a vaga de deputado estadual, tornando-se o parlamentar mais votado da história do Espírito Santo a uma cadeira na Assembleia Legislativa.

Na disputa do ano que vem, devem concorrer às duas vagas ao Senado, o próprio Hartung, Casagrande e Da Vitória.

Esse cenário tira qualquer chance de apoio a Meneguelli, o que deve enfurecer o "ex-prefeito florzinha", como é chamado Meneguelli em Colatina.