Após cinco meses da posse do prefeito Renzo Vasconcelos (PSD) na prefeitura de Colatina, o governador do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), ainda não pisou na cidade.
O isolamento político no qual o prefeito mergulhou o município penaliza o desenvolvimento de Colatina e atrasa a chegada de obras importantes para a região.
Vale lembrar que decisões atabalhoadas da gestão de Renzo Vasconcelos também ajudaram a afastar os interlocutores e levantaram dúvidas sobre a capacidade administrativa do novo prefeito.
Entre elas, vale destacar o anúncio da mudança do local de instalação do novo Hospital Silvio Ávidos de forma unilateral.
Renzo Vasconcelos teve que voltar atrás e foi obrigado a manter as obras no terreno pactuado pelo governo do Estado quando o prefeito ainda era Guerino Balestrassi. Uma derrota gritante para o grupo de Renzo.
À boca miúda, especula-se que Renzo teria prometido o terreno do hospital para empresários amigos, com facilidades garantidas pela prefeitura.
Em outra frente, para tentar frear o ímpeto do prefeito-diretor-universitário, o governador Renato Casagrande nomeou Guerino Balestrassi como super-secretário de Estado.
Derrotado por Renzo Vasconcelos, Guerino agora comanda a Secretaria do Rio Doce, que conta com amplos recursos financeiros e visibilidade nacional.
Guerino Balestrassi já visitou quase todos os municípios do Norte e Noroeste do Espírito Santo. Só não pisou institucionalmente, ainda, em Colatina, sua cidade natal.
Afastado até mesmo de seu escudeiro nas eleições, o deputado estadual Sérgio Meneguelli (Republicanos), Renzo foi a Brasília com o pires na mão pedir dinheiro à bancada federal capixaba.
Na foto publicada em suas redes sociais, Renzo aparece com o deputado federal Da Vitória (PP), também de Colatina.
O problema é que Da Vitória anunciou apoio incondicional ao governador Renato Casagrande nesta semana, ampliando o isolamento de Renzo Vasconcelos no Estado.
Dos 78 municípios capixabas, apenas Vitória e Colatina não apoiam o governo estadual.
Sobre Meneguelli, Renzo se vê ainda mais enrolado. Isso porque faz parte do acordo de eleição de Renzo em Colatina a concessão de espaço no PSD para que Meneguelli dispute uma vaga ao Senado.
Com a proximidade de Renzo Vasconcelos, Erick Musso (Republicanos) e do ex-governador Paulo Hartung (PSD), dificilmente Meneguelli vai contar com o palanque e legenda para o Senado.
Vale lembrar que foi Erick Musso quem colocou o pé na porta e impediu a candidatura de Meneguelli ao Senado em 2022, quando o ex-prefeito de Colatina foi obrigado a disputar a vaga de deputado estadual, tornando-se o parlamentar mais votado da história do Espírito Santo a uma cadeira na Assembleia Legislativa.
Na disputa do ano que vem, devem concorrer às duas vagas ao Senado, o próprio Hartung, Casagrande e Da Vitória.
Esse cenário tira qualquer chance de apoio a Meneguelli, o que deve enfurecer o "ex-prefeito florzinha", como é chamado Meneguelli em Colatina.