A cidade de São Paulo vive uma verdadeira guerra promovida por proprietários de empresas de ônibus que brigam pelo comando do cartel que gerencia o transporte na capital.
Do total de 421 coletivos destruídos desde o início da guerra, em junho, 47 ataques a ônibus aconteceram neste domingo (13), segundo a Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte (SMT) e a SPTrans. Os atos aconteceram de forma distribuída por todas as regiões.
Foi o segundo dia mais violento desde o início da onda de depredações, há cerca de um mês. O pico foi no dia 7 de julho, com 59 casos em um único dia.
As empresas operadoras relataram que, no total, 421 veículos foram depredados na capital desde de junho, aterrorizando motoristas e passageiros.
Em caso de depredação, a empresa é obrigada a encaminhar o veículo para manutenção e substituí-lo por outro da reserva técnica. Caso isso não ocorra, a empresa é penalizada pela viagem não realizada.
A onda de ataques atinge municípios da Grande São Paulo e da Baixada Santista, totalizando mais de 600 incidentes.
A polícia tem intensificado as investigações e prisões para conter a série de depredações. Até o momento, sete suspeitos foram detidos.
Em uma crítica à Polícia Civil, o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, disse nesta segunda-feira (14), em entrevista à GloboNews, que considera que a investigação "está demorando" para descobrir quem está por trás da onda de ataques.