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Como diminuir chance de ter câncer no ovário? Médica responde

Até o uso de pílula anticoncepcional pode influenciar no desenvolvimento da doença

06/05/2024 às 17h49 Atualizada em 06/05/2024 às 18h05
Por: Redação
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Foto Divulgação - Dra. Virgínia Altoé Sessa orienta a ficar atenta aos sintomas mais comuns
Foto Divulgação - Dra. Virgínia Altoé Sessa orienta a ficar atenta aos sintomas mais comuns

O Brasil registrou 6.650 novos casos de câncer de ovário, o que representa 3% das neoplasias detectadas em mulheres no país.

Embora não esteja na lista dos mais incidentes, o câncer de ovário é uma neoplasia de difícil diagnóstico e isso faz com que boa parte dos casos sejam diagnosticados já em fase avançada.

A data de 8 de maio foi escolhida como o Dia Mundial de Conscientização sobre o Câncer de Ovário, instituído com objetivo de alertar e disseminar informações importantes sobre esse tumor ginecológico maligno.  

Devido à demora a apresentar sintomas, essa neoplasia é chamada de “câncer silencioso”.

A médica oncologista Virgínia Altoé Sessa ressaltou que, apesar dessa característica, é importante que a mulher conheça bem o seu corpo para identificar alguns sinais de alerta.

Alguns sintomas da doença são sutis:

Inchaço abdominal

Sensação de estômago cheio após as refeições

Dor pélvica

Perda de peso sem motivo aparente 

Mudanças no hábito intestinal.

Caso apresente alguns desses sintomas, é importante relatar ao seu ginecologista.

Mas isso também não quer dizer que a mulher está com câncer de ovário, pois essas manifestações também podem indicar outros problemas de saúde que nada têm a ver com tumores malignos.

De qualquer forma, é preciso que ela esteja atenta aos sinais do corpo e procure orientação médica caso observe alguma alteração”.

Em razão dos sintomas silenciosos e da ausência de um exame preventivo de rastreio, o câncer de ovário ainda é cercado de muitas dúvidas e desinformação.

A médica Virgínia Altoé Sessa esclarece alguns mitos e verdades sobre a doença.

As mulheres não desenvolvem a doença antes da menopausa

Mito: Apesar de ser mais comum em mulheres que já estão na menopausa, a doença pode afetar pacientes em idade fértil também.

Não existe exame de rastreio para detectar a doença

Verdade: Os principais exames utilizados para pesquisa de câncer de ovário são a ultrassonografia transvaginal e a ressonância nuclear magnética de pelve, mas ainda não há um procedimento de rastreio para detectar a doença com precisão no estágio inicial, como mamografia ou Papanicolau, por exemplo.

Cisto no ovário é câncer

Mito: De maneira geral, os cistos no ovário são benignos (na maior parte das vezes), mas é importante que seja feito um acompanhamento médico da evolução desse cisto.

Tomar pílula diminui as chances de câncer nos ovários

Verdade: Estudos apontam que mulheres que fazem uso de medicamentos anticoncepcionais têm menos chances de desenvolver câncer nos ovários, mas não garante que quem toma ou tomou anticoncepcional não terá a doença.

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