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Escravizados em fazenda de café são libertados em Rio Bananal

Ação do Ministério Público do Trabalho e forças de Segurança liberaram 11 trabalhadores de fazenda

13/05/2024 às 17h40 Atualizada em 15/05/2024 às 10h38
Por: Alexandre Damazio
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Foto Internet - Na terra do segundo maior produtor de café do país, o que se vê é a vergonha da escravidão disfarçada de mão-de-obra
Foto Internet - Na terra do segundo maior produtor de café do país, o que se vê é a vergonha da escravidão disfarçada de mão-de-obra

Um grupo de 11 pessoas foi libertado de trabalho análogo à escravidão em uma fazenda de café, em Rio Bananal, distante 176 quilômetros da capital do Espírito Santo,  Vitória. 

A ação da Polícia Rodoviária Federal (PRF) foi coordenada pela Auditoria Fiscal do Ministério do Trabalho e Emprego e flagrou um alojamento usado pelos trabalhadores ao lado de um depósito irregular de agrotóxicos. 

A água oferecida aos trabalhadores vinha de um poço ao ar livre e sem filtragem.

Sob o telhado do abrigo havia um cupinzeiro de onde caiam larvas e insetos sobre as camas.

Não foram encontrados equipamentos de proteção obrigatórios no manejo e cata do café. 

Homens, mulheres e um menor dormiram em colchonetes no chão batido de terra e o único banheiro não possui a menor condição humana de uso.

Segundo os escravizados,  dois outros homens fugiram da fazenda só com a roupa do corpo.

Eles contaram ainda que vieram dos municípios baianos de Medeiros Neto e Teixeira de Freitas em um  veículo utilitário. Sem receber salários devido aos descontos de comida,  alojamento e remédios,  os trabalhadores alegaram que não tinham como ir embora.

O fazendeiro foi autuado e terá que pagar verbas rescisórias equivalentes a R$ 81 mil, além das passagens de volta.

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