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Acordo entre Ministério da Justiça e Uber visa combater violência contra motoristas mulheres

Mais de 15 mil estabelecimentos comerciais e órgãos públicos já aderiram ao programa. 

26/06/2024 às 14h02 Atualizada em 26/06/2024 às 16h13
Por: Redação
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Foto Internet
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O Portal Rede de Notícias ouviu duas mulheres que passaram por situações de asssédio sexual dentro de veículos de aplicativo na Grande Vitória.

No primeiro caso, a mulher era a motorista e conduzia um passageiro que a convidou a mudar a rota e "irem para um motel". No segundo caso, o motorista do aplicativo foi o autor do assédio, elogiando o corpo da passageira. 

Foi pensando em combater esta violência contras as mulheres em veiculos de transporte privado que o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) assinou um acordo de cooperação com a Uber. 

A ideia é criar mecanismos que protejam as mulheres durante as viagens realizadas por motoristas do aplicativo do sexo feminino e passageiras. 

A parceria entre CNJ e Uber prevê a implementação do Programa Sinal Vermelho durante as viagens oferecidas no aplicativo, como forma de garantir mais segurança e discrição para que motoristas mulheres denunciem situações de violência.

As vítimas serão orientadas a pedir ajuda por meio de um X desenhado na palma da mão, seja por caneta ou até batom. As vítimas poderão sinalizar a situação de vulnerabilidade e pedir ajuda de maneira discreta aos motoristas, para que chamem a polícia.

“Essa parceria é mais uma ferramenta de denúncia das muitas mulheres que trabalham como motoristas de aplicativos e infelizmente estão vulneráveis a ações de violência durante o exercício da profissão. É um passo importante no combate à violência que se manifesta de muitas formas, como assédio, importunação e agressão física e psicológica”, destacou a advogada Gabriela Küster.

Mais de 15 mil estabelecimentos comerciais e órgãos públicos já aderiram ao programa. 

“É muito importante que a adesão da sociedade a esta causa tão necessária, que é a violência contra a mulher. É fundamental que essas trabalhadoras tenham segurança para exercer o trabalho na profissão que escolherem seguir. Que possam voltar para suas casas em paz depois de cada expediente trabalhado, sem sofrerem violência de nenhum tipo”, ressaltou Gabriela.

 

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