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Homem que acusou deputado americano é foragido da Justiça do Espírito Santo

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23/03/2023 às 09h17
Por: Redação
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Deputado foi acusado por homen que é processado pela Justiça capixaba
Deputado foi acusado por homen que é processado pela Justiça capixaba

O brasileiro que acusa o deputado americano George Santos de ser o cabeça de uma quadrilha de clonagem de cartões de crédito e débito é foragido da Justiça do Espírito Santo sob a acusação de suposto crime de tortura.

O ex-comissário de bordo Gustavo Ribeiro Trelha foi destaque da imprensa dos EUA nas últimas semanas por ter denunciado o congressista republicano, filho de brasileiros, alvo de múltiplas investigações nos EUA e no Brasil.

Preso em flagrante manipulando um dispositivo de clonagem de cartões em Seattle, em 2017, Trelha foi indiciado e deportado para o Brasil no mesmo ano.

Cinco anos depois, em fevereiro de 2022, ele teve ordem de prisão decretada depois de ser acusado pela tortura de uma criança de 2 anos, filho da namorada com quem vivia. 

O pai do ex-comissário, Dimorvan de Mello Trelha, disse à Folha acreditar que o filho já havia fugido para a França meses antes de um oficial de Justiça bater à sua porta munido de mandado de prisão expedido pela Polinter (Delegacia de Polícia Interestadual) do Espírito Santo. Dimorvan afirmou que não tinha conhecimento do crime.

Em 2017, Trelha alugava um quarto no apartamento de George Santos, na Flórida. Nesse mesmo ano, o futuro deputado chegou a viajar a Seattle para depor em favor dele diante de um juiz, ocasião em que, como já foi divulgado, ele mentiu sobre ser executivo do Goldman Sachs. Naquele momento, Santos descreveu Trelha, que estava preso, como um amigo de sua família.

O site jornalístico americano Politico obteve uma gravação do depoimento de Santos durante a audiência de fiança para Trelha, que foi estabelecida em US$ 250 mil. O ex-comissário não conseguiu pagar esse valor e, depois de sete meses de detenção, foi deportado.

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