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Assassino condenado de Chico Mendes vira presidente do Partido Liberal em cidade do Pará

O PL é o mesmo partido do ex-presidente, Jair Bolsonaro, e de Waldemar Costa Neto, preso em duas ocasiões

27/02/2024 às 19h55 Atualizada em 28/02/2024 às 20h53
Por: Redação
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Foto Divulgação PL - Ex-presidiário assume partido de Bolsonaro no interior do Pará
Foto Divulgação PL - Ex-presidiário assume partido de Bolsonaro no interior do Pará

Quando o brasileiro acha que já viu de tudo, vem Darci Alves Pereira, réu confesso, condenado em 1990 a 19 anos de prisão pelo assassinato de Chico Mendes, e torna-se presidente do Partido Liberal (PL) de Medicilândia, no Pará. 

A cidade conta com 32 mil habitantes e fica  no oeste paraense.

A cerimônia de posse aconteceu há um mês, no dia 26 de janeiro de 2024.

O evento, realizado na Câmara de Vereadores da cidade, contou com a presença do deputado estadual Rogério Barra, secretário-executivo do PL no Estado do Pará e de quem Darci Alves Pereira é afilhado político.

Ainda não há informações detalhadas sobre os planos do partido para o cargo majoritário no pleito municipal de 2024.

Nas redes, Pereira se apresenta como “pré-candidato a vereador”.

Abatido a tiro

O ambientalista Chico Mendes tinha 44 anos quando foi morto com um tiro no peito, em 22 de dezembro de 1988, no quintal de sua casa, em Xapuri (AC).

Dois anos depois, em um contexto de forte pressão nacional e internacional pela elucidação do caso, Darci Alves Pereira se entregou à polícia.

Ele confessou o crime em diferentes ocasiões, inclusive diante do Tribunal do Júri de Xapuri, no dia 12 de dezembro de 1990.

Seis anos depois, Darci mudou sua versão novamente e negou ter cometido o crime. 

No dia 15 de dezembro de 1990, Darci Alves Pereira e seu pai, Darly Alves da Silva, foram condenados a 19 anos de prisão, por serem, segundo a Justiça, executor e mandante do crime, respectivamente.

Bandidos desdenham da Justiça 

Presos inicialmente na penitenciária Francisco de Oliveira Conde, em Rio Branco (AC), pai e filho fugiram da cadeia em dezembro de 1993 e passaram três anos foragidos.

Eles foram recapturados pela Polícia Federal em 1996 – o pai em Medicilândia (PA) e o filho no noroeste paranaense – e levados para o complexo penitenciário de segurança máxima da Papuda, em Brasília.

Três anos depois, Darly alegou problemas de saúde e conquistou o direito de cumprir sua pena em prisão domiciliar. Darci, por sua vez, foi para o regime semiaberto, por bom comportamento.

A relutância que Darci e seu pai têm em falar com a imprensa não é nova. Em rara entrevista em 2013, Darly Alves da Silva disse se sentir “injustiçado”. “Do que é passado sobre a minha vida, 99% é mentira”, afirmou.

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Rosete Eugênia Bergamo Gomes y Gomes Há 1 mês Itaguaçu ESSem surpresa alguma, pois são do mesmo bando.
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