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Algodão da Zara vem do desmatamento no Brasil

Parecer é de uma Organização Não Governamental britânica, que acompanhou o trajeto do algodão usado pela empresa, fornecido por fazendas brasileiras.

11/04/2024 às 10h23 Atualizada em 11/04/2024 às 10h48
Por: Redação
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Foto Internet - Com leniência das autoridades, multinacional devastou as florestas brasileiras
Foto Internet - Com leniência das autoridades, multinacional devastou as florestas brasileiras

Sabe aquela blusinha incrível, que cai bem no seu corpo e custa a metade do seu salário na grife de roupas Zara?

Ela provavelmente foi confeccionada com algodão oriundo do desmatamento ilegal em grande proporções. 

Mais que isso, a Zara é acusada pela  ONG britânica Earthside de manter  "vínculos" com atividades de apropriação de terras, corrupção e violência nas plantações de algodão das empresas terceirizadas no Brasil. 

Com base em imagens de satélite, decisões judiciais, registros de envio de produtos e investigações confidenciais, a Earthside compilou e analisou os dados que foram publicados no relatório "Crimes da moda: gigantes europeus da moda vinculados ao algodão sujo no Brasil".

A ONG afirma que acompanhou a viagem de 816 mil toneladas de algodão procedentes de duas das maiores empresas agroindustriais do Brasil - a SLC Agrícola e o Grupo Horita -, no oeste do estado da Bahia.

As famílias brasileiras proprietárias das fazendas têm "um histórico pesado de processos judiciais, condenações por corrupção e milhões de dólares em multas por desmatamento ilegal", denuncia a ONG.

Além disso, essas famílias desenvolvem suas atividades em uma parte da região do Cerrado, bioma famoso pela riqueza de sua fauna e flora.

As toneladas de algodão seguiram para oito fábricas têxteis da Ásia, onde são abastecidas as duas gigantes da 'fast fashion', a espanhola Zara e a sueca H&M.

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